Consórcios
Equipe Amaná

Consórcio para construção de patrimônio: quando essa estratégia pode fazer sentido
Construir patrimônio normalmente é resultado de decisões tomadas ao longo do tempo.
Para algumas pessoas, isso significa investir recursos financeiros. Para outras, adquirir imóveis, terrenos, veículos utilizados em uma atividade produtiva ou outros bens.
O consórcio pode aparecer dentro desse planejamento como uma forma de organizar uma aquisição futura.
Mas existe uma distinção importante:
consórcio não é investimento financeiro e não deve ser apresentado como uma promessa de valorização patrimonial.
Ele é um sistema de autofinanciamento destinado à aquisição de bens ou serviços, no qual o acesso ao crédito depende da contemplação conforme as regras do grupo.
Sua utilidade dentro de uma estratégia patrimonial depende, portanto, do objetivo, do horizonte de tempo, dos custos e da capacidade financeira de quem contrata.
Construção de patrimônio começa pelo objetivo
Antes de escolher um consórcio, é importante definir o que se pretende construir ou adquirir.
Um imóvel para moradia?
Um segundo imóvel?
Um terreno para um projeto futuro?
Um veículo necessário para uma atividade profissional?
Um bem destinado à expansão de uma empresa?
São objetivos diferentes.
E o simples fato de determinado bem poder integrar um patrimônio não significa que sua aquisição será financeiramente adequada.
O primeiro passo é definir qual patrimônio se pretende adquirir e por quê.
Onde o consórcio entra nesse planejamento?
O consórcio pode ser considerado quando existe uma aquisição planejada e alguma flexibilidade quanto ao momento em que ela acontecerá.
Ao ingressar em um grupo, o participante assume contribuições de acordo com as condições contratuais e concorre à contemplação por sorteio ou lance.
Isso cria uma dinâmica diferente daquela existente em uma compra imediata financiada.
Para quem possui um objetivo de médio ou longo prazo e não precisa adquirir o bem em uma data determinada, essa característica pode ser compatível com o planejamento.
Para quem precisa do bem imediatamente, pode não ser.
Consórcio não deve ser confundido com investimento
Essa distinção merece atenção especial quando o assunto é patrimônio.
Investimentos financeiros são analisados por características como risco, liquidez, retorno esperado e horizonte de investimento.
Consórcio possui outra finalidade.
O objetivo é viabilizar a aquisição de um bem ou serviço por meio do sistema de autofinanciamento do grupo.
Portanto, não é adequado comparar uma cota de consórcio diretamente com aplicações financeiras apenas com base em uma expectativa de “rentabilidade”.
Também não existe garantia de que o bem adquirido no futuro irá se valorizar.
O eventual resultado patrimonial dependerá do próprio bem, de sua utilização, dos custos envolvidos e das condições futuras de mercado.
Comprar um imóvel por consórcio pode fazer parte de uma estratégia patrimonial?
Pode, desde que a estrutura seja compatível com o objetivo.
Uma pessoa pode, por exemplo, planejar adquirir um imóvel no futuro sem possuir necessidade de compra imediata.
Nesse caso, pode analisar um consórcio imobiliário entre as alternativas disponíveis.
Mas a decisão não deveria partir simplesmente da ideia de que “imóvel sempre valoriza”.
Mercados imobiliários variam de acordo com localização, características do bem, oferta, demanda, custos de manutenção e diversas outras condições.
Além disso, a aquisição de um imóvel envolve despesas e reduz liquidez.
Por isso, o planejamento deve avaliar o patrimônio como um todo.
E um segundo imóvel?
O raciocínio é semelhante.
Adquirir um segundo imóvel pode atender diferentes objetivos patrimoniais, mas é preciso analisar a finalidade concreta da aquisição.
Se houver intenção de locação, por exemplo, devem ser considerados não apenas os potenciais recebimentos, mas também vacância, manutenção, tributos, administração e demais despesas.
Se a intenção for simplesmente manter o imóvel no patrimônio, também é necessário considerar os custos associados e a menor liquidez em comparação com determinados ativos financeiros.
O consórcio pode ser o instrumento utilizado para planejar a aquisição.
Ele não determina se o imóvel será ou não um bom ativo patrimonial.
Disciplina financeira é um benefício?
Algumas pessoas enxergam as contribuições periódicas do consórcio como uma forma de organizar financeiramente um objetivo futuro.
Isso pode ter utilidade comportamental para determinados perfis.
Mas é importante separar disciplina de rentabilidade.
Pagar regularmente um consórcio não equivale a realizar aportes em um investimento financeiro.
O participante está cumprindo as obrigações de um contrato destinado à aquisição futura de um bem ou serviço.
Portanto, a comparação com outras formas de acumular recursos precisa considerar que são estruturas diferentes.
Consórcio ou guardar e investir o dinheiro?
Essa comparação não possui uma resposta universal.
Guardar ou investir recursos oferece determinadas características de liquidez, risco e potencial de retorno conforme o produto escolhido.
O consórcio possui outra lógica: participação em um grupo, pagamento das contribuições previstas e possibilidade de contemplação por sorteio ou lance para utilização do crédito.
A escolha depende de fatores como:
prazo para aquisição;
disciplina financeira;
necessidade de liquidez;
recursos disponíveis;
possibilidade de lance;
custos do consórcio;
tolerância à incerteza sobre a contemplação;
objetivo patrimonial.
Em alguns casos, inclusive, a melhor decisão pode ser continuar acumulando recursos antes de assumir um compromisso contratual.
O lance pode fazer parte do planejamento patrimonial
Quem já possui recursos acumulados pode considerar utilizá-los em uma estratégia de lance.
Isso pode ser particularmente relevante para quem pretende buscar a contemplação em um horizonte menor.
Mas o raciocínio precisa ir além de tentar oferecer o maior lance possível.
Se todo o recurso líquido disponível for utilizado, quanto permanecerá de reserva?
Existirão despesas relacionadas à aquisição do bem?
A parcela continuará confortável?
A redução de liquidez é compatível com o planejamento?
Além disso, nenhum percentual de lance deve ser tratado como garantia de contemplação.
O objetivo é utilizar patrimônio de maneira planejada, e não comprometer excessivamente a liquidez para tentar antecipar uma aquisição.
Grupos em andamento podem ampliar a análise
Quando o cliente pretende utilizar lance, comparar diferentes grupos pode ser especialmente útil.
Grupos em andamento possuem históricos que podem ser analisados, além de características como prazo remanescente, valores de crédito, contribuições e regras específicas.
A Amaná trabalha com diferentes administradoras, o que permite avaliar alternativas além de um único grupo.
Isso pode melhorar a qualidade da comparação.
Mas o histórico possui uma função específica:
ajudar a compreender o grupo — não prever o resultado da próxima assembleia.
Resultados anteriores de lances não garantem resultados futuros.
O custo também faz parte da construção patrimonial
Planejamento patrimonial não deveria ignorar custos.
O fato de o consórcio possuir estrutura diferente de um financiamento não significa ausência de custos.
Taxa de administração e outros componentes previstos no contrato precisam ser considerados.
Também é necessário compreender os critérios de atualização do crédito e das contribuições.
Se o objetivo é adquirir patrimônio de maneira eficiente, conhecer quanto a estrutura escolhida custa é parte essencial da decisão.
Imóveis não são a única possibilidade
Embora o imóvel seja provavelmente o exemplo mais intuitivo quando falamos em patrimônio, consórcios também podem ser utilizados para outras categorias de bens e serviços, conforme o grupo contratado.
Veículos, máquinas e determinados equipamentos, por exemplo, podem ter função patrimonial ou produtiva.
Para uma empresa, adquirir determinado equipamento pode ampliar capacidade operacional.
Para um profissional, um veículo pode ser instrumento de trabalho.
Nesses casos, porém, é necessário analisar também depreciação, custos de manutenção e o benefício econômico esperado com a utilização do bem.
Adquirir um ativo não significa automaticamente aumentar patrimônio líquido.
O planejamento precisa continuar depois da contemplação
A contemplação não encerra a estratégia.
Depois dela, ainda existe uma decisão fundamental: qual bem adquirir.
No caso de um imóvel, localização, preço, documentação, características e finalidade econômica continuam relevantes.
No caso de um veículo ou equipamento, preço, depreciação, utilização e custos também importam.
O consórcio fornece o mecanismo para acesso ao crédito conforme as condições contratadas.
A qualidade da aquisição continua dependendo das decisões tomadas pelo cliente.
Diversificar patrimônio também significa preservar liquidez
Concentrar uma parcela muito elevada dos recursos em um único ativo pode produzir consequências financeiras.
Um imóvel, por exemplo, possui características de liquidez diferentes das de recursos mantidos em determinados investimentos financeiros.
Por isso, mesmo quando o objetivo é ampliar patrimônio imobiliário, vale avaliar quanto permanecerá disponível para emergências, oportunidades e outras necessidades.
O planejamento patrimonial não deveria considerar apenas quanto patrimônio será adquirido, mas também como ele ficará distribuído.
Quando essa estratégia pode fazer sentido?
O consórcio pode ser considerado dentro de um planejamento patrimonial quando:
existe um objetivo concreto de aquisição;
há flexibilidade quanto ao momento da compra;
as contribuições são compatíveis com o orçamento;
os custos e critérios de atualização foram compreendidos;
a eventual estratégia de lance não compromete excessivamente a liquidez;
e a aquisição faz sentido dentro do patrimônio como um todo.
Nenhum desses elementos, isoladamente, determina a contratação.
Eles ajudam a avaliar sua adequação.
E quando pode não fazer sentido?
Se existe necessidade imediata do bem, a incerteza sobre o momento da contemplação pode ser incompatível com o objetivo.
Se as contribuições comprometem excessivamente o orçamento, assumir um contrato de longo prazo também merece cautela.
Da mesma forma, contratar apenas porque alguém apresentou o consórcio como “investimento”, “patrimônio garantido” ou caminho certo para valorização não é uma base adequada para decisão.
Consórcio é uma ferramenta.
A qualidade da estratégia depende de como, por que e em quais condições ela é utilizada.
O papel da Amaná
A Amaná trabalha com diferentes administradoras e grupos de consórcio.
Isso permite analisar alternativas a partir do objetivo do cliente: tipo e valor do bem, horizonte para aquisição, parcela desejada e recursos disponíveis para eventual lance.
Para clientes que possuem interesse em buscar contemplação em prazo menor, também podem ser analisados diferentes grupos em andamento e seus históricos disponíveis.
Essa análise não representa promessa de contemplação.
Nosso papel é comparar estruturas e ajudar o cliente a identificar qual alternativa pode ser mais adequada ao seu planejamento e ao seu momento financeiro.
Em alguns casos, a conclusão pode inclusive ser que o consórcio não é a solução mais adequada naquele momento.
Patrimônio é consequência de planejamento
Construção patrimonial raramente depende de uma única decisão.
Ela envolve acumulação de recursos, escolhas de consumo, investimentos, aquisição de ativos, gestão de dívidas e preservação de liquidez ao longo do tempo.
O consórcio pode participar desse processo quando existe uma aquisição futura que faça sentido dentro dessa estratégia.
Antes de contratar, vale perguntar:
Qual patrimônio pretendo adquirir?
Por que quero adquiri-lo?
Quando preciso dele?
Qual será o custo do consórcio?
Quanto da minha liquidez pretendo utilizar em eventual lance?
A parcela é compatível com meu orçamento?
E como esse bem se encaixará no restante do meu patrimônio?
Quando essas perguntas vêm antes da escolha do produto, o consórcio deixa de ser uma finalidade em si mesmo e passa a ser apenas uma das ferramentas disponíveis para alcançar um objetivo.
Quer avaliar um consórcio dentro do seu planejamento?
A Amaná pode analisar seu objetivo e comparar alternativas disponíveis entre diferentes administradoras e grupos, considerando tipo e valor do bem, prazo, parcela e recursos disponíveis para eventual lance.
Simule seu consórcio ou solicite uma análise com a Amaná.
Nota Informativa: Este conteúdo possui caráter meramente educativo e informativo, não constituindo proposta comercial, recomendação de investimento, recomendação individual, parecer jurídico ou garantia de contemplação, valorização patrimonial ou condições contratuais. Consórcio é sistema de autofinanciamento destinado à aquisição de bens ou serviços e não constitui investimento financeiro. A contemplação ocorre por sorteio ou lance, conforme as regras do grupo e do contrato, não sendo possível garantir previamente sua data ou resultado. Custos, critérios de atualização, prazos, parcelas e demais condições variam conforme a administradora, o grupo e o contrato e devem ser verificados antes da contratação.
Para quem deseja conhecer a Amaná, entender nossa forma de atuação e conversar com um especialista sobre seus objetivos financeiros.

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